Você está a 5 ̶p̶a̶s̶s̶o̶s̶ pessoas do sucesso

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A teoria dos 6 graus de separação é bastante conhecida e considerada uma das principais descobertas da modernidade. Segundo ela, todos os 7,5 bilhões de habitantes do nosso planeta estão conectados. Ou seja, entre você e o Papa, Mark Zuckerberg, Beyoncé ou aquela pessoa que vai te dar o emprego dos sonhos existem, no máximo, 5 pessoas.

O primeiro experimento para testar a teoria foi realizado pelo sociólogo americano Stanley Milgram, na década de 1960. No estudo, 300 participantes de algumas cidades dos EUA deveriam levar uma encomenda a um corretor da bolsa, em Boston, enviando-a para pessoas que conhecessem alguém próximo a ele.

A caixa passava, em média, por 5 pessoas antes de chegar ao destino – um total de 6 graus de separação. No entanto, a pesquisa foi contestada, já que apenas 3% das encomendas realmente chegaram ao destino.

Em 2001, o sociólogo Duncan Watts recriou o experimento na internet. Um total de 24.163 participantes de 157 países precisavam chegar a uma pessoa específica. Nem sempre era a mesma. Cada um deveria enviar um e-mail para um conhecido, que enviaria para outro, e assim por diante. O resultado foi ainda mais insignificante que o do experimento de Milgram: apenas 1,6% das pessoas chegaram ao destinatário correto (384 cadeias de e-mail).  

Ao analisar esses dados, você deve se perguntar por que a teoria é válida e tão popular. Segundo o estudo de Watts, é possível perceber que, no início do milênio, estávamos a seis graus de separação de cada pessoa, mas apenas chegaríamos a um alvo com muito empenho.

Para verificar a hipótese, pesquisadores entraram em contato com os remetentes desse experimento que não conseguiram passar o e-mail para frente, e menos de 1% disse que não tinha para quem enviá-la. Ou seja, elas simplesmente não se empenharam o bastante para pensar em alguém.

Essa ideia é explicada no livro The mathematics of behavior, do psicólogo Earl Hunt. Ele explica: “não existem pessoas isoladas no sistema de e-mail; qualquer pessoa pode chegar a qualquer outra pessoa se ela se esforçar o bastante. Cadeias acabam porque as pessoas perdem o interesse, não porque elas não podem pensar em alguém para enviar uma mensagem”.

O portal de notícias Mega Curioso, fez o teste dos 6 graus de separação com diversas personalidades, como Albert Einstein de Whindersson Nunes e Anitta de Walt Disney. Achou impossível? Então confira:

// Na era digital estamos ainda mais próximos?  

Em 2016, o Facebook decidiu provar que a rede social estreita ainda mais a nossa relação com as pessoas. A empresa realizou uma pesquisa com a sua base de 1,59 bilhão de usuários cadastrados. Por meio de algoritmos estatísticos e cruzamentos de dados, o resultado indicou uma média de 3,57 a 4,57 graus de separação. Ou seja, teriam menos de 4 pessoas entre nós e qualquer usuário. O estudo, porém, não consegue provar muita coisa já que não foi feito um teste empírico: pedir para um grupo de usuários tentar entrar em contato com determinada pessoa. Não foi comprovado que você realmente conseguiria falar com todo mundo.

Os estudos realizados para verificar se a teoria dos seis graus de separação é válida não alcançaram os resultados esperados, mas demonstraram que a hipótese não deve ser descartada.  Pode ser que realmente existam apenas  cinco pessoas entre você e aquela personalidade que deseja tanto conhecer. Mas, uma coisa é certa: se alguém não estiver disposto a apresentar você a uma pessoa, você não vai conhecê-la.